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| Scardaccini, Scartaccini, Scartascini, Scartasini, Scartassin, Scartassini, Scartazin, Scartazini, Scartazzini, Scartessini, Scartezin, Scartezina, Scartezine, Scartezini, Scartezzini, Scartichini, Scartozini, Scartozzoni, Scarttezzini, Scortazzini, Skartazini... |
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As árvores genealógicas deste site foram geradas com o programa Legacy Family Tree 7.0
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Selo representativo do Vapor Belgrano, gentilmente cedido ao Site Scartezini.com por
Cleiton Baldo
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Galeria de Documentos de
Domenico Venanzio Scartezzini
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Lista de Passageiros do
Vapor Belgrano
de 1º de outubro de 1875
Desembarcados no Porto do Rio de Janeiro
Relação de todos os passageiros que desembarcaram em 1º de outubro de 1875 no porto do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, a bordo do navio Belgrano, procedentes do porto de Havre, França.
Provavelmente o vapor Belgrano seguiu viagem com outros destinos. É possível que dentre estes esteja outro porto brasileiro e também um porto argentino.
Dentre os que desembarcaram no Rio encontravam-se Domenico Venanzio Scartezzini [31], sua primeira esposa, a também italiana Costanza FONTANARI [32] e seus quatro primeiros filhos:Luigi, Carlotta e Maria (gêmeas) e a então caçula, Nella Luigia [43] (bisavó de nossa prima Regina Menck que muito contribuiu para a coleta de dados para o conteúdo deste site). Por ocasião de sua chegada ao Brasil, Costanza estava grávida de seis meses de sua próxima filha Maximina [44]. Quatro anos depois nasce Francisco Scartezini [29] (meu bisavô, já com apenas um "z"), o caçula deste primeiro casamento de Domenico. Costanza veio a falecer pouco tempo depois deixando seu filho mais novo com apenas um ano de idade. Com a morte da mãe, o filho mais velho, Luigi, passa a ser o tutor da família, sendo que, um ano após Domenico viria ainda a contrair segundas núpcias. Casado com brasileira Henriqueta Maria Conceição [35], veio a ter ainda outros quatro filhos: Orlando, Ana, Antônio e Ângelo. (que formam o ramo brasileiro que manteve os dois "z" até os dias atuais).
Tudo indica que Luigi passa a dirigir a família aos 16 anos. Luigi faz questão de se tornar brasileiro, tendo-se naturalizado e ocupado importantes funções no Estado de São Paulo, como pode ser visto neste site em seu processo de naturalização. Deste desejo de assimilar a nova terra passa a se chamar apenas Luiz Scartezini.
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É muito provável que Domenico veio acompanhado de outros Scartezzini, bem como é certo que aqui também chegou Emilio Fontanari [466], sobrinho de Costanza e seu futuro genro, pois o mesmo viria a se casar com Maria Scartezzini [42] em 1889.
Cabe aqui ainda a informação que pode ser verificada clicando em Passaporte no menu abaixo, que estes italianos deixaram a Itália quando a região do Trentino-Alto Adige estava sob ocupação do então Império Austro-húngaro, razão única e exclusiva pela qual foram obrigados a requerer passaporte austríaco, o qual, por sua vez, impunha a condição de que ao recebê-lo o emigrante declarava deixar de ser cidadão austríaco, o que, de fato, nunca o foram (O passaporte diz textualmente:"Si conferma che l'intro nominato dichiara di svincolarsi dal nesso della Cittadinanza Austriaca e di emigrare in America, per cui da questo momento ha cessado di essere Cittadino Austríaco. Dall T. R. Capitanato Distritale. Trento, 16 Agosto 1875" e em documento oficialmente traduzido para o português: "Confirma-se que o infra-mencionado declara desistir da cidadania austríaca e de emigrar para a América, e portanto
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deste momento deixou de ser cidadão austríaco. Trento, 16 de agosto de 1875"). Desta forma chegaram ao Brasil sem pátria, eram italianos de nascimento e falavam italiano. Antes da emigração, ainda no Trentino ocupado, muitas vezes foram presos e perseguidos por se recusar a deixar a língua e cultura italiana e muitos não permitiram que seus filhos freqüentassem a escola onde aprenderiam o alemão. Estas prisões e perseguições foram para muitos a causa determinante do abandono da terra natal em busca do novo, onde tivessem liberdade e oportunidade de prosperar, como de fato prosperaram.
Esta situação de nunca terem de fato perdido a nacionalidade italiana, tendo-a perdido apenas circunstancialmente, devido à emigração, foi finalmente reconhecido pelo governo italiano no ano de 2000, quando foi aprovada lei no parlamento reconhecendo o direito à cidadania italiana a todos os seus descendentes, em linhas paternas, independentemente do número de gerações, desde que se comprove que aqueles que emigraram não tenham se naturalizado cidadãos da nova pátria que os acolheu, como é o caso de Domenico. Esta lei se expiraria em 2005 mas foi renovada pelo parlamento para vigorar até o ano de 2010.
Mas a vida na nova terra exigia, por outro lado, que o imigrante comprovasse sua nacionalidade, o que era necessário nos atos religiosos (então oficiais) e posteriormente nos cartórios. Como não possuíam nenhum documento, lhes restava a apresentação do passaporte do Império Austro-húngaro, ainda que o mesmo explicitasse a perda de tal cidadania. Esta é a razão porque em muitos documentos, como certidões de casamento e óbito, fosse citada a nacionalidade austríaca. No caso da naturalização de Luigi o processo foi denominado "Título Declaratório (Húngaro)"
Domenico havia sido preso algumas vezes pela polícia austríaca por se recusar a deixar de falar o italiano e por usar a boina, segundo relato de seu neto e meu avô Francisco Ribeiro Scartezini [27].
Mário A Scartezini Fº trineto de Domenico Venanzio Scartezzini
Veja cada página do Livro de Passageiros que compõem a relação de que chegaram ao porto do Rio de Janeiro a bordo do Belgrano em 1875 clicando nas imagens abaixo.
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Scartaccini, Scartaci, Scartascini, Scartasini, Scartassi, Scartassin, Scartassini, Scartazin, Scartazini, Scartazza, Scartazzi, Scartazzini, Scartedzini, Scartenzzino, Scartessini, Scartezin, Scartezina, Scartezine, Scartezini, Scartezzini, Scartichini, Scartorzini, Scartozeni, Scartozini, Scartozzi, Scartsanis, Scartsonnis, Scartsounis, Scarttezzini, Skartazini
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 1.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 2.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 3.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 4.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 5.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875, Página 6.
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Relação de Passageiros, Rio de Janeiro, 01/out/1875,
Página 7.
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English Version: Coming soon!
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